Escritoterapia: 5 formas de manter a sanidade por meio da escrita

Tenho uma série de hábitos que estão me ajudando a manter a sanidade durante a quarentena. Mas um tem se mostrado especialmente útil nesse período: escrever! É a minha escritoterapia.

Bem… não sei nem se essa palavra escritoterapia existe. O word tá dizendo que não. Mas o que não faltam são pesquisas mostrando que o processo de escrever ajuda pacientes a tratarem problemas físicos e traumas. Vou citar algumas dessas pesquisas abaixo.

De empreendedores do vale do silício a gurus indianos, várias pessoas cultivam o hábito de escrever como uma forma de lidar com o turbilhão de pensamentos e se conectar com o que importa. Veja só as formas de usar a escrita para manter a sanidade.

Eu disse que eram 5 formas, mas tem dica extra no final!

1 – Relato de sentimentos

Esse método é um dos mais tradicionais, já que é basicamente fazer um diário com o que aconteceu com você ou o que você está passando. Esse é um tipo de escrita que eu tinha muito quando era adolescente ou quando eu tô passando por um perrengue. Me ajuda a “tirar” aquilo de mim.

Cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, descobriram que a técnica, seja feita em papel ou blog é a mesma coisa. Eles fizeram o teste com adolescentes e descobriram que escrever em momentos como o nosso, em que lidamos com situações estressantes, tem enormes ganhos.

Depois de dez semanas escrevendo pelo menos duas vezes semanalmente, todos apresentaram melhora na autoestima, na autoconfiança e na capacidade de se sentir confortável em situações sociais que evitavam antes de iniciar a prática da escrita.

2 – Morning Pages

Esse é um que busco fazer todo dia. Eu acordo, vou ao banheiro, bebo água, sento e começo a escrever num processo chamado Stream of consciouness. Nada mais é do que sair escrevendo tudo que passar na sua cabeça, sem filtro, sem pensar. Só escreve. Sem pensar mesmo! Freneticamente.

Diferente do anterior, esse método não quer que o que você escreva tenha necessariamente um sentido. É só para, como eu explico para os outros, “vomitar” no papel o que tiver aí dentro. E tem que ser uma das primeiras coisas que você faz assim que acorda. Não pode pegar no celular antes!!!

Quem criou o conceito das morning pages como escritoterapia foi a Julia Cameron, que escreveu um livro incrível chamado O Caminho do Artista, que estou louca para comprar. O legal dele é que não precisa editar o que escreve e nem mentalizar o que vem. É só despejar no caderno o que tem aí dentro. Se não tiver nada, você vai escrever “não quero escrever nada, bla blá blá”.

O processo da Julia envolve escrever sempre três páginas. Eu já fiz assim, mas como uso outros métodos, acabo resumindo para uma ou duas. Se você está começando, siga as três por pelo menos um mês. Sei que dá uma preguiça danada, mas os efeitos são incríveis para foco e criatividade.  Vale a pena!

3 – Diário de Cinco Minutos

Esse é meu xodó também e faço todo dia. A inspiração veio do Tim Ferris, que toda manhã preenche um diário de 5 minutos (D5M). Para ele é uma ferramenta para identificar prioridades e agradecer.

Comece agradecendo. Isso é maravilhoso!!! Você vai começar o seu diário listando três coisas pelas quais é grato. Eu amo fazer isso. A gente começa a dar valor às pequenas coisas que acontecem na nossa vida e vê que a felicidade está no agora.

Depois, faça três afirmações positivas sobre o que você é hoje e também o que deseja ter/ser. É legal para ter foco onde quer chegar. Por fim, liste três coisas que tornariam seu dia ótimo. Isso é bom demais para você ter metas claras para seu dia e não ter uma lista infinita de coisas para fazer. Coloque o que é prioridade. Com esses três passos, você vai conseguir manter a sanidade nesses tempos usando a escritoterapia.

Sou grato por 1. __________ 2. __________ 3. __________

Afirmações diárias. Eu estou 1. __________ 2. __________ 3. __________

O que tornaria o dia de hoje ótimo? 1. __________ 2. __________ 3. __________

4 – Terapia do diário

O ato de escrever é benéfico não apenas para sanidade mental e para cura de doenças psicológicas. Doenças físicas também tem o tratamento facilitado com a escritoterapia. No Instituto Dana-Farber em Boston, Estados Unidos, a dra. Bawer-Wu aplica a “terapia do diário” a seus pacientes com câncer. Eles têm que dedicar meia hora por dia a escrever em um caderno suas sensações, suas intimidades e seus medos. Não é a rotina. É só sentimento mesmo!

A médica assegura que a maioria dos pacientes apresentam uma melhora física e psicológica. Isso apesar de estarem relutantes e desconfiados da terapia no começo. Mas foi só começar a fazer que os ganhos foram tantos, que eles continuarem espontaneamente expressando livremente seus sentimentos no diário. A recomendação é usar lápis de caneta para fazer as anotações.

5 – Escrita Expressiva

Esse método surgiu em 1986, com o professor de Psicologia James Pennebaker. Ele pediu a estudantes que passassem 15 minutos escrevendo sobre o maior trauma de suas vidas ou, caso não tivessem passado por um, sobre o momento mais difícil que viveram.

Não seria algo fácil, porque ele queria que os alunos entrassem em pormenores. Os meninos tinham que se soltar e incluir seus pensamentos mais profundos, mesmo que nunca os tivessem compartilhado antes. Foram 4 dias consecutivos botando a vida no papel. E mesmo com vários dos alunos chorando enquanto escreviam, ninguém queria parar de escrever.

Ao mesmo tempo um grupo de alunos escrevia coisas neutras, como a descrição da sua casa. O professor então acompanhou de perto, durante seis meses, os dois grupos de alunos.

No fim, descobriu que o grupo que escreveu sua história e seus sentimentos no papel foram muitas vezes menos ao médico nos meses seguintes. Eles quase não ficaram doentes.

Com o estudo pioneiro, a área da psiconeuroimunologia tem explorado a ligação entre o que agora é conhecido como “escrita expressiva” e o funcionamento do sistema imune.

A escritoterapia e outras formas de manter a sanidade

Bem, essas são apenas algumas maneiras de incorporar a escrita no seu dia a dia e praticar a escritoterapia. Outra que uso é conversar comigo mesma. Eu faço perguntas para mim e respondo em seguida analisando o que estou sentido. Uso isso quando sou tomada por um sentimento forte de angústia, raiva ou medo.

Também herdei da minha avó paterna o hábito de “falar com Deus”. A minha vovó Maria tinha dezenas de cadernos onde fazia suas orações, seus pedidos e seus agradecimentos. Eu também faço isso de vez em quando. É interessante conversar pelo papel com Deus.

Só tome cuidado para ter seus cadernos guardados, não precisa mostrar para ninguém se não quiser. Outra coisa interessante é ter acompanhamento. Eu costumava discutir o que escrevia com minha psicóloga.

No mais, teste o que combina melhor com você e que te deixe mais confortável. Pode até ser um blog! Aqui no meu, compartilho crônicas sobre coisas que acontecem na minha vida e a troca com quem passa a mesma coisa é bem enriquecedora!

O lance é botar pra fora. Vamos sair da nossa cabeça e entrar nas nossas vidas.

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4 comentários

Ricardo 26 de maio de 2020 - 19:35
" O lance é botar pra fora. Vamos sair da nossa cabeça e entrar nas nossas vidas." Isso foi fantástico, vou levar pra sempre em minha humilde vida.
Bárbara Lins 26 de maio de 2020 - 22:08
Ricardo, fico lembrando dela o tempo inteiro pra não surtar neste momento em que vivemos. : )
Cristopher 26 de maio de 2020 - 20:37
Amei essas dicas, estava precisando de ideias desse tipo pra colocar a cabeça no lugar =D
Bárbara Lins 26 de maio de 2020 - 22:09
Cristopher, ajuda demaaaaaaais
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