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AutoconhecimentoCrônicas

Quando suas qualidades são suas maiores prisões

por Bárbara Lins 18 de maio de 2020
escrito por Bárbara Lins 18 de maio de 2020
2,7K

Como a maioria das pessoas, sempre busquei ter minha lista de metas. Depois de definir meus objetivos, elencava todos os meus defeitos e traçava estratégias de como acabar com eles ou, pelo menos, minimizá-los.

Ao mesmo tempo, tudo que me apresentavam como minhas qualidades, dignas de aprovação, fui tratando de reforçar. Ser forte, bonita, comportada, inteligente, criativa, não dar trabalho.

Mas com o tempo percebi, que não era simples assim. E quando assisti ao filme Cisne Negro, caiu a ficha. O filme conta a história de Nina, que ao tentar continuar sendo a melhor e mais perfeita bailarina, não conseguia o papel mais importante da temporada. O filme é majestoso e me fez pensar “e se, como a protagonista, ao tentar sustentar o que entendo como minhas qualidades eu não estivesse me afastando do que eu realmente quero?”

Foi uma pedrada.

Comecei a entender que quanto mais eu buscava perfeição acentuando o que definia como qualidade e eliminando meus defeitos, mais eu me afastava do que realmente importava e de mim mesma.

Foi a partir desse gatilho que tentei identificar não só os resultados dos meus pontos fracos da minha vida, mas também do que julgava serem pontos fortes. Fiz uma lista deles e comecei a refletir.

Até que ponto, eles me realmente me faziam uma pessoa melhor ou mais feliz?

E o pior! Quais deles eram verdadeiras prisões? O que perdi tentando ser fiel a essas características?

Fazer essa pergunta tem me ajudado nesse caminho de autodesenvolvimento. Tem me feito aprender a aceitar ajudar, a abraçar meus limites, a não me despedaçar para manter um padrão.

A não ser como pessoas fortes que não aceitam ajuda, inteligentes que não se permitem errar, lindos que não aceitam envelhecer, meigos que não podem levantar a voz.

Hoje, o que eu busco é saber dosar e com isso ser cada vez mais imperfeita. Cada vez mais humana.

E num mundo automatizado em que vivemos, tenho percebido que ser humana é a maior riqueza que alguém pode ter.  

E você? que tal fazer sua lista? Se souber de alguém que esteja precisando se libertar, envie esse post! E sabe uma coisa que me ajudou também a ter consciência do que estava passando? Meditação! Aqui do blog tá cheio de técnicas de meditação. Ache uma que se encaixe no seu perfil. Vale a pena ver os posts mais antigos clicando aqui.

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2 comentários

Carine Mariani 19 de maio de 2020 - 18:27

Uauuuu! Incrível! Me identifiquei muito com esse post! Na busca por ser cada dia mais humana e imperfeita!

Responder
Bárbara Lins 19 de maio de 2020 - 21:24

Uhuuuuu!!! É isso!!! Mais humanidade, Carine!

Responder

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