Quem escreve hoje para o blog é meu amigo Aerton Guimarães. Em maio deste ano (2017) ele passou alguns dias em Terra Ronca, região a 400 km de Brasília e conta pra gente como foi a aventura.
Há anos eu queria conhecer Terra Ronca. Cavernas suntuosas, aventuras dentro d’água com direito a travessias de rios e inúmeras belezas naturais. Para chegar lá é fácil: saindo de Brasília, basta procurar pelo Parque Estadual Terra Ronca no GPS, e pronto, você chegará no local, no nordeste de Goiás, em menos de 5 horas de carro.
Ou seja, saindo de Brasília, pegue a Saída Norte (BR-020) até Posse. Na cidade, vá rumo a Guarani e, de lá, pegue a estrada de chão. O Parque fica entre as cidades de Guarani e São Domingos. Fica perto de outras cachoeiras também que a gente detalha aqui.
Reservar um lugar para ficar pode ser complicado. Boa parte das poucas pousadas não têm sinal de telefone, tampouco internet. Nós chegamos no vilarejo São João e, por sorte, havia vagas em todos os lugares. Escolhemos a Pousada Terra Ronca que, por R$ 100 a diária, tínhamos direito ao café da manhã, almoço e janta. A comida era sensacional! Além disso, é preciso pagar diárias por lanternas e pelo guia (obritagórios para entrar nas cavernas já que ficamos, na maior parte do tempo, em um breu total).
Dia tranquilo
A primeira experiência foi na Caverna Angélica. Ficamos dentro dela por certa de 2h30, em um caminho bem tranquilo. Lá encontramos salões bem bonitos, com diversas formações de estalagmites e estalactites.
Na parte da tarde, conhecemos a Cachoeira da Palmeira. De fácil acesso, por estrada de chão, e ótima para banho. Mas não espere uma queda grande. Algumas pessoas fazem camping lá.
As melhores cavernas
No segundo dia, foi a vez de conhecermos as cavernas Terra Ronca 1 e Terra Ronca 2, para mim, a melhor parte da viagem. Uma trilha de 7 horas (ida e volta), com direito a escalada, diversas travessias de rios, salões fenomenais de estalactites e estalagmites, trilhas dentro da mata e paisagens de tirar o fôlego. Ah, no final, uma vista impressionante. Nesse passeio você precisa de um bom tênis, levar lanche, lanterna e capacete. O guia também é obrigatório.
No fim do dia, você pode procurar um dos dois mirantes no vilarejo de São João.
No terceiro dia, foi a vez de visitarmos a caverna São Bernardo. A entrada é bem difícil, íngreme e escorregadia, com pedras de todos os formatos e tamanhos. E logo ao acessar a caverna, já temos que entrar no rio. Por praticamente todo o percurso caverna à dentro ficamos dentro d’água, na altura do joelho ou da cintura, para acessarmos os salões com formações que lembram castelos antigos.
Algumas observações
1- Se você não gosta de morcegos, baratas e andar com tênis molhados, Terra Ronca não é o melhor lugar pra você.
2- É bom você ter um mínimo de preparo físico, não recomendo para iniciantes em trilhas.
3- Seja cauteloso e nada de passar a mão nas paredes das cavernas e depois na boca ou olhos.
4- As lanternas – obrigatórias dentro das cavernas – são chamarizes de mosquitos. Então é sempre bom caprichar no repelente.
5- As comidas caseiras da região são uma delícia!
6- Você vai andar muito em estrada de terra. Assim, é melhor ir com carros mais altos e se hospede nas fazendas/pousadas próximas ao parque. Nada de ficar na cidade de São Domingos (se não você perderá horas do seu dia com locomoção).
O que levar
- Dinheiro em espécie (não há caixa eletrônico)
- Protetor solar
- Repelente
- Tênis que possa molhar
- Roupas leves (de preferência calças para entrar nas cavernas)
- Lanches e garrafas d’água
- Lanterna de cabeça (se não tiver, os guias alugam)
- Pilhas recarregáveis
- Roupas de banho, toalhas
Opções de hospedagem
Pousada Terra Ronca
http://www.pousadaterraronca.com.br/
Camping do Ramiro
(62) 99666-2767
Alto da Lapa
(62) 99951-5086
São Mateus
(62) 99655-9043
(18) 99794-9043