“A internet é boa? ” Como conciliar viagem e trabalho

Quarta-feira. Três da tarde. Meu noivo e eu trabalhando nas ruínas de uma igreja com mais de 500 anos. E não… não somos guias turísticos, arqueólogos ou coisa parecida. São os desdobramentos da pandemia e a arte de conciliar viagem e trabalho.

Do início de março até outubro, como a maioria dos brasileiros, nós ficamos praticamente o tempo todo dentro de casa. Mas assim que a curva começou a baixar, voltei a viajar para resolver pendências. Nelas, levava toda parafernália que uso para trabalhar no dia a dia: notebook, microfone profissional, câmeras.

E na primeira viagem, já caiu a ficha. Independentemente de onde estivesse, meu trabalho não mudava muita coisa. Então, porque não aproveitar esse período para conhecer alguns destinos que sempre quis, aproveitando tarifas mais baratas nos dias da semana? Foi assim que minhas viagens começaram.

Se seu trabalho te permite trabalhar remotamente, veja algumas dicas que uso nessas andanças. Lembrando que vale escolher cidade menores, longe da muvuca. É o que temos feito. Nós escolhemos lugares mais tranquilos, onde, muitas vezes, ficamos só nos arredores e a casa é a própria atração.

Como garantir uma boa conexão

A regra básica para escolher qualquer destino é responder à seguinte pergunta: “a internet é boa? ”. Sem uma conexão estável, não rola. Tenho que enviar documentos, atender telefonemas, elaborar projetos colaborativos, fazer reuniões o tempo inteiro.

Por isso, sempre que vou alugar uma casa, já pergunto se o wi-fi é realmente bom. Explico que estou trabalhando e preciso, por exemplo, gravar podcasts e vídeos on-line. Se a pessoa titubear, já sei que é furada e busco outro lugar.

Uma boa maneira de garantir que a conexão vai aguentar seu trabalho é pedir que a pessoa entre em algum site que mede a velocidade da internet, pedir para ela tirar um print e te mandar. É só ela escrever “teste de velocidade de internet” no google e pronto.

Um alerta. Não se engane com área rural ou centro da cidade. Já peguei quarto de hotel no centro de São Paulo com wi-fi terrível. E olha o resultado nessa casinha numa área rural no fim do mundo onde estou agora….

Comece perto de casa

Outra dica é não ir pro fim do mundo logo de cara. Explore os arredores da sua cidade. Primeiro que se, DEus me livre, acontece qualquer coisa ou emergência que necessite sua presença, você volta correndo. Um amigo, por exemplo, estabeleceu uma meta para as andanças dele. Criou um raio no mapa que, caso algo dê errado, ele consiga sair de onde estiver e estar em até 2 horas e meia no escritório.

Além disso, escolher locais perto de onde mora é uma excelente oportunidade de conhecer mais sobre sua região. Lugares fora do roteiro turistão, onde você terá algo mais exclusivo e menos lotado. Acredite: a primeira que saímos depois que a pandemia começou foi para um hotel que fica pertinho de casa.

Olha que legal! O hotel que a gente ficou, o Royalty Barra Hotel, criou quartos adaptados para quem quiser trabalhar com vista para o mar. Isso começou com alguns clientes que não conseguiam produzir em casa e pediram que o hotel retirasse a cama para que eles ganhassem um escritório com uma vista privilegiada.

Nossa regra tem sido fugir de muvuca. Seguindo essas regras, acabamos indo parar, por exemplo, em Bertioga, lugar que nunca esteve em nenhum dos nossos planos de viagem. Apesar disso, conhecemos locais históricos e restaurantes que amamos e valeu super a pena!

Cuide do seu material de trabalho

Outro item mega relevante é checar mil e uma vezes tudo que você usa ou pode usar para trabalhar. Pensa em tudo mesmo: computador, carregador, transformador, adaptador de tomada, extensão, carregador de celular, webcam, postit, cadernos de anotações, quadros brancos, caneta, papel… a lista é enorme e varia demais.

E tem que pensar nos cuidados para levar tudo isso. Para onde eu for, preciso carregar meu microfone de gravação de podcast. O bicho é um trambolho e super delicado. Embalo tudo como se fosse de vidro e mantenho longe de qualquer umidade.

Vale ainda ficar atento no transporte disso no aeroporto. Dependendo do que você usa, pode ter problemas na hora de embarcar. Esse microfone que falei, por exemplo, é sempre alvo de inspeção no raio-x. Eu seeeeeempre sou parada. Acho até graça. Faz parte da arte de conciliar viagem e trabalho.

Por fim, saiba que internet também é material de trabalho. Logo, tenha sempre um plano de internet bom no seu celular e roteie o sinal para o seu computador caso o wi-fi apresente problemas. Reduzi absurdamente meus gastos nos últimos anos em busca de uma vida mais simples, mas esse plano de internet gigante é investimento para mim.

Converse com quem mora no local

É importante também saber onde está se metendo. Especialmente se for fazer passeios. Saber se o local tem sinal, se é seguro, se tem alguma estrutura de apoio, como mesa e tomadas. O melhor jeito de saber tudo isso é perguntar para quem mora no local!

E as pessoas podem te dar ideia para ampliar suas possibilidades. Antigamente, só pensava em cafés com wi-fi para trabalhar no meio da estrada, quando eu tinha uma reunião e estava dirigindo entre uma cidade e outra.

Só que perguntando para um morador de uma dessas cidades onde tinha um café onde poderia trabalhar tranquila, ele disse que não conhecia, mas garantiu que o wi-fi da lanchonete do shopping era muito boa. Foi providencial! Só foi difícil enquadrar a câmera sem aparecer o McDonalds atrás….

Planeje-se para diversão também!

Não é sobre sair por aí aleatoriamente, só pra mudar de casa. É sobre ter experiências, conhecer gente nova, ver algo novo, aprender. Sei que com o trabalho remoto a gente tem a impressão que está trabalhando 24 horas por dia. E se não nos cuidarmos, vamos trabalhar mesmo.

Por isso, tenha uma rotina e faça um planejamento para aproveitar os locais que está visitando. No caso das ruínas que falei no início do texto, foi assim. Nós sabíamos os horários das nossas reuniões e adaptamos tudo para fazer a trilha com tranquilidade e chegar lá para trabalhar.

Assim que terminei a reunião, fiquei pensando… quando que em março eu poderia sequer imaginar uma situação dessas? “Estar” numa reunião ao mesmo tempo em que estava sentada na escadaria de uma ruína de quase 500 anos no meio da mata atlântica. É algo que, definitivamente, quero mais na minha vida.

Ah! Se te deu vontade de pegar a estrada, saiba que o site tá cheio de locais lindos e maravilhosos desse Brasil! Prontos para serem descobertos por mais gente!

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